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AGRICULTURA - "Em 15 anos, feijão perde 75% da área plantada na região"

AGRICULTURA - "Em 15 anos, feijão perde 75% da área plantada na região"

Por outro lado, a cultura da soja ganhou preço, virou moda, recebeu estímulo, marketing e tecnologia
TRIBUNA DO NORTE (IVAN MALDONADO) - A extensão destinada ao plantio das três safras anuais de feijão na região de Ivaiporã, na região do Vale do Ivaí (Norte do Paraná) a cada ano vem perdendo espaço para soja. Nos últimos 15 anos, a área plantada de feijão encolheu 75 %. Conforme relatório do escritório regional do Departamento de Economia Rural (Deral), até 2001 nos 22 municípios da regional eram dedicados ao produto 73,4 mil hectares. Na safra 2014/2015, foram apenas 18,5 mil hectares. Para o engenheiro agrônomo do Deral Randolfo Oliveira o custo de produção elevado, instabilidade nos preços e o mercado restrito contribuíram para esse cenário. “Teve uma época em que o preço desestimulou muito os produtores”. Oliveira cita o biênio 2013/2014, que desde a primeira safra (feijão das águas), colhida em janeiro, os preços já estavam reduzidos em torno de R$ 60 e foram caindo. Na safra do feijão das secas sequer havia negócios no mercado. “Teve produtor que tentou vender feijão carioca a R$ 30 a saca, mesmo assim não encontrou comprador”, diz. Ainda segundo Oliveira, por outro lado, a cultura da soja ganhou preço, virou moda, recebeu estímulo, marketing e tecnologia. “Por pior que seja o preço de mercado da soja dificilmente o produtor perde dinheiro com essa cultura. Já o feijão oscila demais e essa variação quebra muitos produtores”. Além disso, o feijão tem pouco tempo de comercialização, no máximo três meses. “Já que com esse tempo de armazenamento começa a perder a qualidade. A soja logo depois da colheita já pode ser vendida para industrialização e para exportação”, explica Oliveira.
 
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